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24 de novembro de 2012

Boas práticas para cuidar o seu glaucoma

Aqui gostava de acrescentar algumas dicas sobre como viver com glaucoma. Eu nunca segui à risca nenhum tratamento para o glaucoma, mas acho que estou a melhorar e a esforçar-me por aumentar a minha saúde. Acho que consigo lidar melhor com a minha medicação e estado físico. Uma vez que fui diagnosticada com 14 anos, em plena idade da parvoeira, e não tive nenhum apoio dos meus pais para seguir o tratamento ou sequer para me submeter à cirurgia, sempre tive uma reação muito má à minha doença e pensava que devia em qualquer fase da minha vida iniciar um programa de educação para invisuais. Pensava nisso como forma de me prevenir do meu futuro. Talvez seja um pensamento demasiado dramático, afinal a minha médica acabou de me prescrever umas lentes com uma graduação mais baixa e de confirmar que a minha visão e tensão intraocular (10/15 mm Hg) estavam neste momento estáveis. É uma conquista, tendo em conta que aos 14 anos tive 44 mm Hg no olho direito. No entanto, sei que a situação se pode reverter e por isso, não querendo perder o acesso ao mundo maravilhoso dos que veem, acho importante ter conhecimento daquilo que os especialistas consideram uma vida saudável e preventiva para o glaucomatoso.

Regra número um: seguir o tratamento recomendado pelo oftalmologista. É normal sentir-se efeitos secundários relativamente às gotas, principalmente no início do tratamento, mas caso persistam, deve-se então falar com o oftalmologista e possivelmente mudar de medicação. Resposta de um mau oftalmologista: "esses sintomas são psicológicos". Se realmente tem mais dores de cabeça do que tinha antes de tomar as gotas, se sente mais enjoos, insista nisso e não desista até que o seu médico tome uma medida a seu favor. É necessário tomar as gotas a horas e as vezes que tiver sido prescrito. Eu tenho imensa dificuldade com isso, pois detesto rotina. Durante muitos anos negligenciei o horário das gotas e até as gotas, mas isso não me trouxe nenhum benefício, apenas o aparecimento de uma catara no olho. Agora ponho o frasco das gotas junto da pasta de dentes. Todos os dias lavo os dentes ao levantar e ao deitar. Assim, a par de lavar os dentes ponho também a gota no olho. Não se recomenda andar com as gotas no saco, para tomar onde quiser, uma vez que elas precisam de estar conservadas num local seco e a determinada temperatura para prolongarem o seu vigor. Existem até alguns tipos que devem ser conservados no frigorífico.
A ter em atenção: depois de colocar a gota pode-se ficar com a visão momentaneamente turva e, por isso, convém fazê-lo num local em que isso não o/a prejudique. Deve-se ter as mãos limpas, a cabeça voltada para trás, olhar para cima e formar um papinho puxando a pálpebra inferior para baixo. Deita-se a gota e fecha-se o olho, premindo o canto do olho (junto ao nariz) por 2-3 minutos. Isso faz com que a gota permaneça no olho e não seja expelida por outros canais, como a garganta ou o nariz. Não se deve nem esfregar o olho, nem tocar com a ponta do frasco no olho. Existem imagens na Internet que mostram este processo e alguns folhetins trazem esta descrição. Mais em baixo indico os sites de onde retirei esta informação. Repetir este processo todas as vezes que colocar a(s) gota(s). Deve haver glaucomatosos que não precisam de gotas, mas na sua maioria é o tratamento comum e temos de nos mentalizar que elas são como insulina para nós. Quando comecei o tratamento tomava duas gotas no OD duas vezes por dia. Agora só tomo uma gota duas vezes por dia. Tomo sempre de 12 em 12 horas, mas quem melhor pode aconselhar sobre isso é o seu médico, uma vez que os tratamentos variam de caso para caso.
Outras informações importantes: é possível ter de mudar várias vezes o tipo de gotas ao longo da vida, pois o uso continuado das mesmas gotas por um determinado tempo pode deixar de funcionar. E não deve usar o mesmo frasco por mais de um mês, uma vez que, depois de aberto, o colírio perde propriedades.

O enfraquecimento da visão pode prejudicar a execução normal das tarefas rotineiras, mesmo com o uso de óculos ou lentes. Existem treinos ou apoio para pessoas com visibilidade reduzida. Mas não sinta isso como um impedimento para continuar a viver a sua vida de um modo ativo e prazenteiro. Há pessoas que vivem estupendamente sem as duas pernas ou em condições físicas inimagináveis. Se olharmos para uma doença crónica como uma desculpa para não vivermos a nossa vida do modo que desejamos, então a vida está a escapar-nos por entre os dedos. Pode-se viver aventuras de um modo responsável. O medo é o seu maior obstáculo. Experimente enfrentá-lo.

Medicamentos prejudicais para glaucomatosos são os que contêm cortisona. São pílulas antigripais. O folhetim informativo do medicamento contém esta informação. Os farmacêuticos não estão bem informados quanto a estes impedimentos e o melhor é dizer à pessoa por trás do balcão quando for comprar algum medicamento sem prescrição médica.

O uso do lápis para os olhos, no caso das mulheres que gostam de se maquilhar, não é proibido, mas deve-se ter o cuidado de usar um lápis anti-alérgico.

O uso de lentes de contacto não influencia a pressão intraocular e chega a ser benéfico, na medida em que as lentes fazem com que as gotas fiquem retidas por mais tempo no olho. No entanto, os colírios tornam a córnea insensível e no caso de haver uma infeção por causa das lentes, a pessoa não se vai aperceber tão facilmente disso. Outro senão é que, com o tempo, o uso das lentes de contacto leva a uma alteração da conjuntiva. Glaucomatosos com uma fístula (feita por trabeculectomia) correm o risco desta cicatrizar e de perder o efeito desejado pela cirurgia. Além do mais, o próprio material de que são feitas as lentes pode aumentar o sintoma de olhos secos. Deve medir bem os prós e contras de usar lentes de contacto e discutir isso com o seu oftalmologista.

No geral se o corpo estiver em boa forma e saudável, o glaucoma também está. Para manter o corpo em boa forma: boa alimentação, exercício físico e higiene são os cuidados básicos.

Relativamente ao tipo de alimentação que influência a pressão intraocular, existem várias opiniões. A minha oftalmologista diz que não há nada cientificamente comprovado sobre isso. No entanto, vários sites, revistas, bibliografia da especialidade mencionam alguns cuidados a ter:
- A ingestão faseada de líquidos: ou seja, não muito de uma vez só, mas de um modo faseado e intervalado ao longo do dia. Por exemplo, o café ou o chá levam, após ingestão, a um aumento (residual) da pressão intraocular durante algumas horas. Não é prejudicial beber café ou chá, mas deve beber poucas vezes ao dia e com intervalos grandes.
- O consumo de álcool é benéfico nos casos de um glaucoma agudo, pois reduz a pressão intraocular e até pode servir como solução nos casos de urgência. Mas deve-se beber com moderação, pois é prejudicial à saúde no geral.
- Fumar não é recomendado, pois apesar de não ter uma ligação direta com a pressão ocular, o fumo provoca doenças na córnea e até catarata, para além de ser responsável por muitas outras doenças.
- Reduzir no sal, pois faz reter líquidos no corpo.
- Há vitaminas que melhoram a saúde dos olhos: zinco, cobre, antioxidantes, vitaminas E, C e A, minerais antioxidantes, selênio.
- Frutos vermelhos do tipo mirtilo (em inglês: European blueberry, bilberry): não há provas de prevenirem o aparecimento do glaucoma, mas são benéficos ao olho, especialmente na proteção e fortalecimento das paredes capilares do olho, aumento da visão noturna e redução do tempo de recuperação por ofuscamento.

Em relação ao exercício físico, recomenda-se atividade física regular, relaxamento e descanso.
Nos casos em que o campo visual é muito reduzido, pode ter dificuldade em praticar alguns tipos de desporto, por não conseguir ver a bola ou, no ciclismo, ver os obstáculos. Possivelmente também não poderá conduzir.
O mergulho ou outras atividades subaquáticas fazem aumentar a pressão intraocular e a sua prática deve previamente ser discutida com o seu oftalmologista. Deve-se usar óculos de natação e óculos protetores no caso de desportos violentos.
Quanto à prática de ioga deve-se ter em atenção certas posições invertidas. Tudo depende do quanto o corpo está relaxado para aguentar a pressão.
Exercício regular previne doenças, melhora o sistema cardíaco, atenua o stress e é um benefício para a saúde geral do corpo. Houve um estudo que mostrou que um glaucomatoso que caminha cerca de 4 vezes por semana durante 40 minutos pode reduzir a pressão intraocular e assim eliminar a dependência de beta blockers ou as gotas deste tipo. Claro que não deve substituir gotas por caminhadas sem que o seu oftalmologista lhe confirme isso mesmo.

Outras situações:
- A sauna não é prejudicial, pelo contrário, baixa a pressão intraocular.
- A anestesia geral também não é prejudicial e há até casos em que favorece a pressão intraocular. Note-se que há exames, no caso do glaucoma congénito, que são feitos sob anestesia geral.
- Não há impedimentos quanto a voar, mas se pretende fazê-lo por rotina, deve estar atento e consultar o seu oftalmologista com regularidade.
- Os instrumentos de sopro levam a um aumento da pressão intraocular. Deve discutir isso com o seu oftalmologista, caso pretenda tocar um instrumento deste tipo.
- Durante a gravidez a pressão intraocular desce, ao contrário do que acontece na menopausa. Isto demonstra que as hormonas sexuais têm uma implicação na regulação da pressão intraocular. (Este aspeto serve apenas como chamada de atenção ou como curiosidade.)

Como disse no início da mensagem, eu não penso nisto diariamente, talvez devesse fazê-lo para conseguir melhorar ainda mais a minha condição. Mas acho toda esta informação interessante e se for tida em consideração, poderá atenuar os efeitos do glaucoma na visão, na vida e mesmo que isso não aconteça, pelo menos vai ter um impacto positivo no seu bem estar físico geral.

Fontes:
- Site - http://www.glaucoma.org/ (em inglês)
- Flammer, Josef, entre outros, Glaukom, publicação de 2009, capítulo 8 (em alemão)

12 comentários:

  1. Boa tarde. Primeiro quero dar os parabéns pelo seu texto. Segundo, ainda falta algumas informações, relativamente em relação à gravidez e à toma da pílula (para a mulher). Eu não sei toda, nem tenho nenhuma informação escrita, mas sim, recomendações que me foram dadas durante a minha gravidez.
    Mas antes mais, deixe-me contar também um pouco a minha situação. Neste momento, tenho 31 anos e aos meus 24 anos foi diagnosticado um glaucoma, mas só do meu olho esquerdo, e segundo a minha médica não é nada habitual ter só de um olho e muito menos com aquela idade. Mas creio que o tenho há muito mais tempo (o mesmo pensa a minha doutora quando expus a situação), só que os médicos que me consultaram na minha adolescência não deram importância a tal, e passo a explicar porquê. A partir dos meus 7/8 anos, comecei a ter enxaquecas que tinham duração de 6/7 dias. Quando eu ia ao médico, já as dores tinham passado e quando fazia exames à cabeça nada era detetado. A resposta dos médicos aos meus pais é que eu descansava pouco, que deveria dormir mais. E assim se manteve até à vida adulta. Houve um dia, com 24 anos, mesmo com o uso de óculos (mas com uma graduação considerada baixa), comecei a ver muito desfocado do meu olho esquerdo, para além do aparecimento da minha velha "amiga" enxaqueca. Nessa altura, procurei um oftalmologista (sem passar pelo meu médico de família, pois nunca deu importância a tal) que me consultou. Posso dizer que a minha primeira consulta foi bizarra e assustadora. A doutora consultou-me da parte da manhã. Depois de medir as tensões dos dois olhos (54 graus no esquerdo e 14 graus no direito), pediu-me para retornar à clínica da parte da tarde desse dia para outros colegas consultarem-me também. Achei estranho a situação, pois não me adiantou mais nada, mas mesmo assim concordei e lá retornei após o almoço. Para o meu espanto, estavam lá 5 médicos à minha espera para consultar-me. À tarde, a minha tensão não foi medida na máquina (pois pensaram que houve uma falha) e foi medida manualmente por cada um. Se fosse só a lenta, tinha sido um exame de 5 estrelas, mas não, tiveram de pôr o raio do líquido amarelo, que arde imenso, e não foi só uma vez, foram pelo menos 3 vezes e nos dois olhos. Mas o mais assustador foi eles falarem entre eles como se eu não estivesse lá, na língua "oftalmologica" que eu não entendi rigorosamente nada. Até que a médica que me estava a acompanhar, pediu-me desculpa e disse que não podia acompanhar pois não estava à vontade com a minha situação, e que iria ser acompanhada por um outro colega, pois ele tinha mais experiência em glaucomas e mais à vontade com situações excecionais. Aqui, fiquei arrepiada. Passei para um outro gabinete e o médico, primeiro fez-me diversas perguntas em relação à minha saúde desde do nascimento (tive de ligar para a minha mãe para obter certas respostas, como por exemplo, alergias que fazia quando era bebé, quais as reações cutâneas em relação a certos alimentos, etc.), relação a familiares, locais onde vivi e situações profissionais. A seguir explicou-me o que era um glaucoma, o que o glaucoma pode causar, algumas origens do glaucoma e quais os tratamentos possíveis para o glaucoma. E por fim, o médico informa-me qual a sua suspeita e manda-me fazer exames. Visto que é muito raro ter um glaucoma só de um olho e muito menos com a idade que eu tinha, não tenho nenhuma doença como diabetes (por exemplo) mas tinha as tais enxaquecas, mandou-me fazer um exame com urgência à cabeça pois desconfiou que eu tivesse algum tumor na cabeça. Nesse momento, caiu-me tudo ao chão.
    (continuação)

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  2. (Continuação)
    Marquei o exame em Lisboa e assim o fiz. Durante o exame, o médico não me disse nada e manteve-se quase em silêncio após questioná-lo, o que só me deixou ansiosa ainda mais. Dois dias novamente uma consulta e o meu marido foi comigo. Quando o médico viu o meu exame e o relatório, fez uma cara estranha, e disse-me que não entendia o que se passava comigo. Pois de facto tenho um glaucoma bastante severo, que necessita de tratamento imediato de um olho, mas que o outro está completamente normal, e não foi detetado nada de ruim no meu cérebro. Foi um alívio, mas ao mesmo tempo preocupante, pois retornei a fazer inúmeros exames e ainda não conseguimos detetar a sua causa. Fui receitada com a medicação mais severa para fazer baixa a tensão do olho, e durante alguns anos a tensão nunca esteve abaixo dos 44 graus, andou a subir e a descer entre os 44 e 52 graus, e muitas enxaquecas.
    E aqui começa a parte que eu quero expor que acho que faltou ao seu texto (uma parte pequena). Aos meus 28 anos, fiquei grávida, mas só soube que estava grávida às 12 semanas (3 meses) e isto porque a medicação que estava a tomar desregulou o meu ciclo menstrual que era provocado pela toma da pílula, ou seja, só com a toma, o meu ciclo era de 28 dias, com a medicação, o meu ciclo foi de 35 a 42 dias. Nos primeiros meses, confesso que foram enervantes e uma corrida aos testes de gravidez, até que acabei por habituar-me e relaxar-me em relação a isso. Isto é, tomava a pílula, fazia a dita semana de pausa e retomava a pílula como era de costume (sempre recomendado e acompanhado pelo médico), só falhou-me um pormenor, a minha ovulação. Visto que o ciclo mudou, a minha ovulação também, e isso fez com que o meu filho tenha agora 3 anos. Por isso, cuidado para quem está a tomar a pílula juntamente com algumas medicações para o glaucoma.
    No dia que fiz os exames de gravidez, primeiro da farmácia (positivo) e meia hora depois ao sangue numa clínica de análises (positivo), liguei logo para o meu médico para o número pessoal (deu-me o número para situações pontuais, devido sobretudo às minhas enxaquecas), e a ordem que tive do outro lado, SUSPENSÃO IMEDIATA DO MEDICAMENTO e ir ter com ele à clínica no dia a seguir, mesmo sem consulta. E assim o fiz. Na consulta, voltou a medir os valores e lá estava eu com os ditos 44 graus. Ele disse-me que para engravidar deveria fazer uma cirurgia ao olho para tomar medicação durante 3 anos. Mas como já estava grávida, tal já era completamente impossível. Receitou-me um colírio dorzolamida, sendo algo bastante fraco, com esperança que não faça nenhum mal ao bebé. Ele informou-me que nunca foi testado os medicamentos do glaucoma em grávidas e existem suspeitas que estes tais medicamentos podem causar problemas para o bebé, a nível intelectual. O meu coração ficou pequeníssimo. Mesmo com esta informação, tive de continuar com a medicação (a mais ligeira) pois ainda existia um grande risco de perder a visão do meu olho de uma semana para a outra. Fui acompanhada toma a minha gravidez e houve um grande cuidado e preocupação no momento do nascimento. Mas ainda durante a gravidez, embora estivesse com a medicação mais ligeira, a minha tensão caiu a pico em 2 semanas, passando dos 44 graus para os 14 graus. O médico não sabe explicar porquê. Embora fosse esperado que a tensão baixasse, não se esperava que fosse aquela velocidade e que chegasse ao valor que cheguei. Eram só duas gotas por dias (12 em 12 horas). Já o meu filho nasceu, amamentei durante um mês, depois perdi o leite e agora já tem 3 anos. A minha medicação ainda é a mesma, a mais ligeira, a tensão não voltou a aumentar e até agora, o meu filho não apresentar qualquer transtorno ou deficiência física ou intelectual.
    Desculpe por estar aqui a expor a minha situação, mas achei que seria pertinente dar a conhecer mais um exemplo de quem vive com um glaucoma e sabe que um dia pode vir a ficar cego, por enquanto, no meu caso, só de olho.
    (continuação)

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  3. (Continuação, última parte)
    Neste momento agarro-me às minhas alegrias e estou fixada aos objetivos que quero alcançar. Não dá para esquecer o problema que tenho, mas procuro viver para além dele. Não faço o meu dia-a-dia limitado, procuro em viver a minha vida em liberdade enquanto ainda a tenho. Segundo o último exame feito, já perdi 40% das minhas células do meu olho esquerdo. Sei que nunca irei recuperar as ditas células, mas contínuo com esperança em vir conhecer os meus netos com os meus olhos...
    Com os melhores cumprimentos, Inês...

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  4. Olá Inês,
    gostei muito de ler a sua narrativa. De facto, é uma experiência pela qual não passei, porque só recentemente comecei a tomar a pílula e porque só recentemente falei com a minha oftalmologista da possibilidade de vir a ter filhos. Sendo o Glaucoma hereditário, preocupo-me por poder vir a transmitir esta doença para os meus filhos, se os tiver. A minha oftalmologista explicou-me que já teve pacientes grávidas e que, nessa altura, terei de parar de tomar as gotas e ser vigiada de perto para controlar a minha PIO. Não me explicou porquê, mas com a sua narrativa fico mais desperta para a situação. Apesar de ninguém na minha família ter sofrido de Glaucoma, pelo menos, que seja do meu conhecimento, como eu sofro, o meu DNA contém agora esta informação e, por isso, é possível que os meus filhos também sofram. A minha irmã teve um bebé há pouco tempo e como informou os médicos da minha doença, fizeram análises mais direccionadas ao bebé dela. O que demonstra que muitas vezes é a falta de informação que faz os médicos não analisarem todas as doenças possíveis nos recém-nascidos.

    Quanto ao facto de a sua PIO estar agora em 14 mmHg (é como eu, já tive 44 no passado), é realmente surpreendente a gravidez ter tido um efeito tão benéfico em si. A minha médica aconselha-me a continuar a tomar as gotas, porque teme que, se não o fizer, o meu estado possa voltar a agravar-se. Assim, tomo as gotas como quem toma insulina. Não gostava de perder a minha visão, mas também não temo pela minha vida se a perder. Tudo se há-de resolver.

    Um beijinho.

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  5. Olá boa tarde
    Nasci com uma deficiência na córnea na vista esquerda, junto miupia e estigmatismo. Visão no olho esquerdo so mesmo sombras agora :(!
    Ontem foi me diagnósticado hipertensão ocular, glaucoma na vista direita.
    Estou assustada.
    Podiam ajudar me.
    Nao sei o q devo ou nao fazer
    Ainda estou a espera do P1 para o hospital
    Devo fazer dieta rigorosa?
    Quem poder dar mr algumas informações agradeço
    Sofia Mendes

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    Respostas
    1. Olá Sofy,
      Em princípio esse P1 será para fazer os exames associados ao Glaucoma. Quando diz que lhe foi diagnosticado, foi por quem?

      Não existe nenhuma dieta para o Glaucoma, porque é uma doença crónica.

      Mesmo que evite tomar café e faça as coisas que descrevi nesta mensagem, ele não se vai embora. Simplesmente ajudam a evitar que haja ma crise, é só isso. Uma crise é quando a pressão intraocular atinge tais níveis que começa a destruir as células no nervo ótico.

      Se for confirmado que tem Glaucoma, em princípio terá de passar a pôr gotas no olho(s) para controlar a pressão intraocular. Às vezes isso é suficiente. Quando não é suficiente, tem de fazer adicionalmente uma cirurgia, dependendo do tipo de Glaucoma.
      Provavelmente terá de passar a medir a pressão a cada 6 meses, dependendo da gravidade.

      Quando conseguir estar com um oftalmologista especializado faça-lhe perguntas. Explique-lhe os seus medos.

      Conheço gente com Glaucoma que nunca teve uma crise, que consegue controlar a doença apenas com gotas.

      Só posso dizer-lhe que tebnha calma e insista para obter esse P1.

      Ana

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  6. Boa tarde.
    Nasci com um problema na córnea esquerda, depois veio a miopia e estigmatismo. Nao percebo muito disto. O meu olho esquerdo ja so vê sombras.
    Ontem foi me diagnósticado hipertensão ocular, glaucoma.
    Estou assustada
    Ainda estou a espera da carta do hospital pois enviaram logo p1 de urgência
    Nao sei os cuidados a ter o q devo ou não fazer.
    Nao fumo. Mas gosto d. Beber as refeições.
    Sou gordinha gosto de comer. Mas raramente doces.
    Estou assustada pois a minha avó materna esta cega.
    Pf. Quem poder dar m alguns conselhos
    Obrigada

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  7. Vai ao Dr. Joao Segurado. Ele tem consultorio em Lisboa. Procura na net a morada. Nao fiques a espera da carta do hospital. Se tiveres ADSE podes ir a urgencia da CUF.
    Manuela

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  8. ADOREI O TEXTO!! MUITÍSSIMO ESCLARECEDOR! GOSTARIA DE SABER SE O EXERCÍCIO ABDOMINAL DE PRANCHA É PERMITIDO!?OBRIGADO!

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    Respostas
    1. Creio que o problema no exercício físico surge quando se tem a cabeça para baixo durante muito tempo e na prancha isso não acontece, a cabeça fica ao mesmo nível do resto do corpo. Para baixo, é abaixo do nível do resto do corpo, como nesta posição (http://health.howstuffworks.com/wellness/diet-fitness/yoga/10-yoga-positions-for-beginners2.htm) ou em que a cabeça passa a sustentar o peso do corpo, como nesta posição (https://www.artofliving.org/pt-pt/yoga/yoga-poses/plough-pose) e muitas outras no yoga. É possível praticar yoga, mas o treino não pode incluir muitas das posições normalmente feitas durante a prática.

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  9. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  10. +5593991525925 meu whatsapp para conversar. Sou Brasileiro e tenho glaucoma @marcos_batista2008 instagram

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